O melhor e o pior da Semana 8: SEC

O melhor e o pior da Semana 8: SEC

Foto: Karen Warren/ Houston Chronicle

A Semana 8 da SEC ficou muito marcada pelas folgas de vários times da divisão leste, já que, com exceção de Kentucky, esta era uma data aberta e estes poderiam optar entre folgar ou jogar um non-conference game. Dos que jogaram, nenhum venceu com facilidade: Vanderbilt derrotou Tennessee State por 35-17 (longe de ser um placar elástico), South Carolina venceu UMass por apenas 34-28 e Missouri conseguiu a proeza de perder para Middle Tennessee por 51-45.

Na divisão oeste, a semana foi marcada por confrontos internos: Alabama venceu a sua 20ª partida consecutiva e derrotou Texas A&M, Auburn voltou à vida com uma vitória muito mais fácil do que o esperado sobre Arkansas e LSU cravou uma espada no meio do peito de Ole Miss com Leonard Fournette, venceu e segue viva na luta pelo título da divisão, ainda dependendo apenas das próprias forças.

Confira o que de melhor e o que de pior aconteceu na nossa querida e louca, maquiavélica e bizarra SEC.

O melhor

[Insira um título sobre uma vitória de Alabama (pela 20ª vez seguida)]

Não, não há palavras para definir a dominância de Nick Saban e sua trupe não apenas sobre a SEC, mas sobre toda a NCAA. Texas A&M, um dos poucos times ditos capazes de derrotar o Crimson Tide, até que tentou mas, como previ, sucumbiria no segundo tempo. O diferencial é sempre ele: Jalen Hurts. Embora tenha lançado para apenas 164 jardas, 2 touchdowns e 2 interceptações, ele é uma ameaça terrestre muito forte e anotou 93 jardas e 1 touchdown em 21 corridas. Digo e repito: Hurts é o quarterback que Nick Saban nunca teve. E é por este motivo que dificilmente alguém irá derrotar Alabama em 2016.

Claro que a defesa também contribuiu bastante: a unidade forçou dois turnovers – um deles retornados para touchdown – e limitou o forte ataque terrestre dos Aggies a apenas 114 jardas. E Trevor Knight lançou para outras 164, pouco para quem quer derrotar Bama. Não vejo nenhum time na SEC e nem na NCAA capaz de derrotar o Crimson Tide em condições normais.

Curiosidade: Alabama era favorita nas casas de apostas por 18 pontos. Venceu por 19 (33-14).

Auburn, você ressucitou?

No início da temporada, Gus Malzahn estava com o cargo na berlinda. A derrota para Clemson em casa e, duas semanas depois, para Texas A&M, faziam o treinador balançar no comando. A virada veio em um golpe de sorte: a vitória por 18-13 sobre LSU, sem anotar um touchdown sequer, o salvou momentaneamente da demissão. Porém, esta seria a última má atuação dos Tigers até aqui: logo após, vieram triunfos fáceis sobre os fracos times de Louisiana-Monroe e Mississippi State. O jogo contra Arkansas era a hora da verdade: Auburn só estava ranqueada por conta de uma vitória acidental sobre LSU e por ser da SEC ou por ter se apresentado bem contra Mississippi State?

A segunda opção preponderou, mas ninguém esperava que a “ressurreição” de Auburn seria tão significativa. Pelo chão, foram 549 jardas terrestres (não, você não leu errado) – recorde da SEC no ano – e 7 touchdowns, enquanto Arkansas teve apenas 25 e uma média inferior a 1 jarda por corrida. Destaque para Kamryn Pettway, que anotou 192 jardas e 2 touchdowns em 27 carregadas. Vários fatores explicam a melhora ofensiva: um deles é o menor uso de jogadas em formação spread, o que, sobretudo, favoreceu o jogo terrestre. A defesa já vem apresentando bons desempenhos desde o começo da temporada: Texas A&M foi o único adversário até agora que anotou mais de 20 pontos nos Tigers em uma única partida.

O pior

PQP, Missouri

É de conhecimento geral que os Tigers estão em uma temporada de reconstrução. Mesmo assim, o desempenho apresentado contra Middle Tennessee foi inaceitável, principalmente na defesa: 51 pontos sofridos, 311 jardas terrestres cedidas, 280 em passes e 6 touchdowns totais. Isso contra um time do Group of Five, que possui muito menos recursos e, em tese, deveria ter mais dificuldades enfrentando uma equipe com mais recursos. Logo, a derrota de Missouri para os Blue Raiders é praticamente inadmissível.

Arkansas: irreconhecível

Se por um lado Auburn fez uma atuação surpreendente de modo positivo, Arkansas fez exatamente o contrário: depois de derrotar Ole Miss, o time esteve irreconhecível tanto no ataque quanto na defesa. O jogo terrestre não funcionou e produziu apenas 25 jardas em 31 corridas, o que colocou muita responsabilidade sobre Austin Allen, que nunca esteve em situações confortáveis para converter terceiras descidas e pouco fez. A defesa, que foi bem contra Chad Kelly e os Rebels, levou uma surra pelo chão de Auburn que é muito difícil de ser compreendida, já que nem Alabama havia conseguido tanto (naquele jogo, o Crimson Tide conseguiu 264), mas ainda assustador. Está claro qual é o ponto fraco do setor defensivo e os adversários já sabem o que fazer. E, de quebra, Arkansas deve encarar sérios problemas nos demais confrontos internos, sobretudo contra LSU.

Ole Miss, o cavalo paraguaio da SEC – e talvez da NCAA

Todo ano é a mesma coisa: um bom começo, vitórias espetaculares, empolgação geral e ranqueamento alto no Top 25 – além de, sem dúvida, comparações com os times campeões das décadas de 1950 e 1960. Conforme o tempo passa, o time começa a sofrer derrotas estúpidas até estar completamente fora da corrida por qualquer coisa e o esquecimento. E é claro que 2016 não foi diferente.

As esperanças, que já não existiam depois da derrota para Arkansas, levaram desta vez o restante da dignidade do time: Fournette passou por cima. A defesa, que deveria contê-lo, permitiu com que enormes gaps fossem abertos pela competente linha ofensiva de LSU, mas ainda assim inadmissíveis. O jogo terrestre, mais uma vez, não funcionou e colocou toda a responsabilidade em Chad Kelly, que fez apenas uma atuação regular pra fraca, insuficiente para derrotar o adversário em pleno Tiger Stadium. O 38-21 sofrido até soou pouco perante a discrepância vista em campo.

Jogador da semana: Leonard Fournette, RB – LSU

Não torço para LSU, mas foi emocionante ver Fournette voltando com tudo. E ele não deu margem para questionamentos sobre a sua qualidade: em apenas 16 carregadas, anotou estrondosas 284 jardas (nas sete primeiras corridas, já havia anotado 249 delas e chegou a estar com média de 35 jardas por carregada) e 3 touchdowns, com média de 17 jardas por corrida. Que retorno.

Jogada da semana

Também de Fournette: ele simplesmente atropelou o defensor de Ole Miss nessa jogada.

Resultados dos times da SEC na Semana 8

Sábado, 22 de outubro:

#1 Alabama Crimson Tide 33-14 #6 Texas A&M Aggies
#21 Auburn Tigers 56-3 #17 Arkansas Razorbacks
#25 LSU Tigers 38-21 #23 Ole Miss Rebels
South Carolina Gamecocks 34-28 Massachusetts Minutemen
Missouri Tigers 45-51 Middle Tennessee Blue Raiders
Kentucky Wildcats 40-38 Mississippi State Bulldogs
Vanderbilt Commodores 35-17 Tennessee State Tigers (FCS)

Florida, Tennessee e Georgia folgaram nesta semana.

Jogos dos times da SEC na Semana 9

Sábado, 29 de outubro:

14h: Missouri Tigers vs. Kentucky Wildcats
17h30: Georgia Bulldogs vs. #14 Florida Gators (jogo no EverBank Field, em Jacksonville)
17h30: Mississippi State Bulldogs vs. Samford Bulldogs (FCS)
21h15: Ole Miss Rebels vs. #15 Auburn Tigers
21h15: South Carolina Gamecocks vs. #18 Tennessee Volunteers
21h30: #9 Texas A&M Aggies vs. New Mexico State Aggies

Alabama, Arkansas, LSU Vanderbilt folgam nesta semana.

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felipem

Estudante de jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria e criador do College Football Brasil. Imparcialidade não existe, College Football é melhor que NFL e apaixonado por esportes. Torcedor da Universidade de Tennessee.