O melhor e o pior da semana 10: Big 12

O melhor e o pior da semana 10: Big 12

É com muito atraso que eu venho confirmar a vocês, jogadores do nosso famigerado bingo da Big 12, que podem ir buscar seus prêmios, sejam um microondas, uma máquina de fazer pão ou um tão necessário ventilador.  Todas as categorias da cartela foram devidamente preenchidas: Kansas perdeu, Texas Tech cedeu mais de 40 pontos, teve tiroteio, teve quarterback passando das 400 jardas, teve virada nos últimos segundos. Uma semana emblemática!

Oklahoma segue liderando de forma isolada a conferência, tendo suas derrotas contra times de fora dela. Os Sooners podem mais uma vez levantar o troféu, já que infelizmente ainda não será dessa vez que teremos uma final.

O melhor: Oklahoma State e Kansas State fazem jogaço cheio de emoções

Um duelo de estilos de quarterbacks movimentou essa emocionante vitória fora de casa dos Cowboys sobre os Wildcats por 43 a 37. De um lado, o pocket passer Mason Rudolph anotou 457 jardas e cinco touchdowns aéreos, do outro, o dual threat Jesse Ertz entrou na endzone correndo com a bola três vezes, além de conseguir 153 jardas com as pernas.

Os donos da casa chegaram a construir boas vantagens durante o decorrer da partida: 30 a 21 no terceiro quarto, 37 a 28 no último. Mas os Cowboys foram buscar a virada, primeiro com espetacular passe de Rudolph para o wide receiver James Washington em um touchdown de 82 jardas, depois com corrida de Chris Carson a pouco mais de um minuto para o fim. Assim, eles seguem com apenas uma derrota e tendo chances reais de vencer a Big 12.

Oklahoma faz sua parte e vence Iowa State sem grandes sustos

Os Sooners tem sido implacáveis dentro da Big 12. Depois das derrotas sofridas para Houston e Ohio State, conseguiram atropelar todos os seus rivais de dentro da conferência e caminham a passos largos para mais um título, apesar das chances de playoffs estarem mortas. O confronto contra Iowa State, realizado fora de casa na última quinta-feira, parecia mais um exame de rotina, já que os Cyclones são a antítese da equipe de Baker Mayfield e companhia e seguem zerados – pelo menos ainda tem Kansas pela frente.

A vitória por 34 a 24 veio sem maiores complicações, em uma daquelas partidas que percebe-se que o time nem sequer está muito empolgado ou pisando forte dentro de campo. Apesar disso, Mayfield teve outro bom jogo, Dede Westbrook passou das 100 jardas pela milésima vez na temporada e, na ausência da dupla Samaje Perine e Joe Mixon, Dimitri Flowers foi o principal running back e cumpriu muito bem com seu papel.

Do lado dos Cyclones, Jacob Park passou a maior parte do tempo como quarterback e teve uma atuação razoável, conseguindo dois touchdowns e nenhuma interceptação, mas sofrendo para completar mais de 50% de seus passes e ficando pouco acima das 5 jardas médias por lançamento. Jhaustin Thomas interceptou Mayfield após uma bola desviada na linha de scrimmage que ficou parecendo um buquê de noiva jogado para a multidão.

West Virginia joga contra Kansas e, obviamente, vence.

Os Mountaineers vinham em um momento de depressão: perderam a invencibilidade, ficaram longe dos playoffs, viram os sonhos serem soterrados. Jogar contra Kansas depois disso é uma grande benção, já que, mesmo com a moral em baixa, podem passear dentro de campo.

Não existiu qualquer tipo de dificuldade nesse cotejo: No intervalo, o placar já era de 31 a 0. Depois, os donos da casa tiraram o pé e permitiram uma pequena aproximação no placar. Skyler Howard saiu da partida, alguns outros titulares também. Foram incríveis 7,4 jardas por carregada para West Virginia, demonstrando bem como a defesa dos Jayhawks é uma peneira. Justin Crawford correu 13 vezes para 129 jardas.

Se existe uma boa notícia para Kansas, é que o freshman quarterback Carter Stanley entrou muito bem no segundo tempo. Depois de Montell Cozart seguir os passos do titular anterior, Ryan Willis, e ir parar no banco de reservas com sua performance pífia, Stanley teve seu número chamado e correspondeu, completando 9 de 11 passes para 129 jardas, dois touchdowns e uma interceptação. Contra ele, depõe o fato de ter feito isso em um jogo decidido, contra uma defesa jogando em modo prevent.

Texas e Texas Tech cumprem a promessa e produzem tiroteio

Duas das dez piores defesas de todo o College Football enfrentando o ataque aéreo número um e uma unidade ofensiva sólida. De certa forma, estou até um pouco surpreso que foram só 82 pontos nessa partida.

Os Longhorns acabaram com a vitória graças a mais uma exibição de gala do running back D’onta Foreman. O junior já fazia uma temporada excelente, correndo para mais de 100 jardas em todas as partidas que disputou, mas pegou fogo completamente nas últimas duas: são 591 jardas terrestres contra Baylor e Texas Tech. Alguns atletas podem levar algo como 10 jogos para atingir essa marca.

Contra os Red Raiders, foram 341 em 33 carregadas e 3 touchdowns. Shane Buechele completou só metade de seus passes, mas foi bastante sólido.

Foreman e o jogo terrestre foram as grandes diferenças desse duelo, que acabou com vitória dos Longhorns pr 45 a 37: com Patrick Mahomes do outro lado, controlar o relógio é importantíssimo. A média total de 8,3 jardas por carregada em 50 tentativas colaborou muito para isso. Os Red Raiders, por sua vez, conseguiram só 2,8.

O pior: Baylor passa vergonha e é humilhada por TCU

Os Horned Frogs vnham de uma exibição tenebrosa, na qual Kenny Hill tinham ido até parar no banco de reservas. Apesar disso, os técnicos deram um voto de confiança a ele e o nomearam titular contra Baylor, que recém-perdera sua invencibilidade, mas era vista ainda como a equipe a ser batida na Big 12. O resultado? Um improvável massacre.

Acreditem se quiser, os Sapos Chifrudos atropelaram Baylor por 62 a 22. E fora de casa. É quase como se a derrota da semana anterior, contra Texas, tivesse acabado com qualquer vontade dos Bears de estarem em campo.

O primeiro quarto até foi equilibrado, com um placar de 10 a 7 para os visitantes. Foi no segundo que TCU desandou a marcar pontos, com quatro touchdowns. Hill teve uma boa exibição, com certeza garantindo de volta a sua titularidade. Mas o grande destaque foi o running back Kyle Hicks, que entrou na endzone adversária simplesmente cinco vezes.

Ranthony Texada ainda usou seu nome muito legal para fazer Seth Russell rir e lançar uma Pick Six para ele, marcando também uma boa exibição defensiva para os Horned Frogs. Agora, Baylor tem Oklahoma pela frente e uma obrigação de tentar se recuperar.

Jogador da semana: D’onta Foreman, RB, Texas

Eu voto sozinho, mas ainda assim, a decisão foi unânime. Não é todo dia que vemos alguém manter uma média de 10 jardas por carregada em mais de 30 tentativas, com isso passando obviamente das 300 jardas. Foreman poderia ser um candidato sério ao Heisman se jogasse em um time melhor. Quase ninguém percebeu que ele tem mais de 100 jardas em todas as vezes que entrou em campo em 2016.

Jogada da semana:

Vai ser touchdown de Texas! Não, pera, é fumble! Opa, é touchdown de Texas Tech! Um retorno bizaríssimo de 99 jardas para a endzone! E sim, é o D’onta Foreman na jogada.

Resultados dos times da Big 12 na semana 10:

Iowa State Cyclones 24 x 34 #14 Oklahoma Sooners
#17 Baylor Bears 22 x 62 TCU Horned Frogs
Kansas State Wildcats 37 x 43 #18 Oklahoma State Cowboys
#20 West Virginia Mountaineers 48 x 21 Kansas Jayhawks
Texas Tech Red Raiders 37 x 45 Texas Longhorns

Jogos dos times da Big 12 na semana 11:

Todos os jogos acontecem no sábado, 12 de novembro.

15h: #11 Oklahoma Sooners x Baylor Bears
15h: Kansas Jayhawks x Iowa State Cyclones
15h: Texas Longhorns x #16 West Virginia Mountaineers
18h30: #13 Oklahoma State Cowboys x Texas Tech Red Raiders

TCU e Kansas State folgam na rodada.

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carlosmassari

Carlos Massari é graduado em Comunicação Social - Midialogia pela Unicamp e atualmente faz pós-graduação em Jornalismo Esportivo. É viciado em todos os tipos de esportes. Cinema, cervejas e viagens também o fazem feliz.