[PREVIEW CFB 2016] Os 5 calendários mais difíceis da FBS

Auburn

Pedreiras, pedreiras e mais pedreiras. Ninguém gosta, porém elas se fazem necessárias em muitos casos. Em um período no qual para se fazer parte do College Football Playoff é preciso, além de uma campanha impecável, um calendário fortíssimo, é essencial fazer parte de uma conferência forte e, se possível, marcar confrontos fora da conferência também contra equipes fortes.

No entanto, um calendário extremamente pesado pode trazer muitos efeitos negativos: se a equipe perder estes confrontos complicados, ela estará fadada ao nada. Ficará longe da luta por título nacional ou até mesmo longe de lutar por qualquer coisa dentro da própria conferência e, em alguns casos mais extremos, até mesmo fora da Bowl Season. A SEC é campeã neste quesito: os quatro calendários mais difíceis da FBS são de times da conferência. Muito disso tem a ver com a própria insanidade interna, já que elas terminaram 2015 com boas campanhas e várias delas se enfrentarão durante a temporada deste ano.

Assim como no preview dos 5 calendários mais fáceis da FBS, o método utilizado para avaliar a dificuldade da tabela foi o método vitórias-derrotas das suas rivais deste ano em 2015. Contudo, isso não significa que necessariamente estas realmente serão as tabelas mais difíceis, já que alguma delas pode ter adversárias que se atrapalhem sozinhas e deixem de ser reais ameaças aos times abaixo.

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5. USC Trojans

Desempenho geral dos seus adversários em 2015: 101-58 (63,5% de aproveitamento)

Fincados na divisão sul da Pac-12, teoricamente a segunda divisão mais forte da toda a NCAA (atrás apenas da divisão oeste da SEC), boa parte do fato dos Trojans estarem aqui se deve ao calendário fora da conferência: a equipe pega a campeã nacional Alabama logo de cara e recebe Notre Dame na última semana da temporada regular. Dos seus doze adversários, apenas Colorado não foi à Bowl Season no ano passado.

Depois de pegar Alabama, a equipe recebe Utah State que, embora não seja um time forte, nem de perto é mais um saco de pancadas que serve simplesmente para receber dinheiro das universidades maiores e aceitar o que vier. Logo depois, visita Stanford, a atual campeã e favorita a conquistar novamente o título da Pac-12, seguido de outro jogo fora, desta vez contra Utah. Em seguida, recebe Arizona State e Colorado, que fizeram campanhas fracas em 2015 mas que podem surpreender, para depois visitar Arizona. Faz outros dois jogos em casa – contra California e Oregon – para depois visitar Washington, outra candidata a levar a conferência, e UCLA no Rose Bowl. Para fechar o ano, recebe Notre Dame em um velho clássico. Por ser a temporada de estreia de Clay Helton no comando, podemos dizer que, com 9 vitórias ou mais neste ano, os Trojans já estão no lucro.

4. Auburn Tigers

Desempenho geral dos seus adversários em 2015: 100-56 (64,1% de aproveitamento)

Auburn joga na divisão oeste da SEC. Todos os quatro calendários mais difíceis da FBS vêm desta divisão. Além disso, todas as equipes da conferência são obrigadas a realizar pelo menos um confronto contra uma equipe do Power Five ou uma universidade independente. Auburn estreia 2016 logo contra a vice-campeã nacional Clemson. Ao menos o jogo é em casa.

Aliás, os cinco primeiros jogos de Auburn são em casa. Depois de Clemson, a única coisa que muda é a qualidade dos adversários: de Arkansas State para Texas A&M, LSU e novamente para o Group of Five contra Louisiana-Monroe. Somente na Semana 6 estreia fora, contra Mississippi State. Depois, recebe Arkansas, visita Ole Miss, recebe Vanderbilt, visita Georgia, tem uma pausa em confrontos dentro da SEC ao enfrentar Alabama A&M, da FCS, em casa, antes de visitar Alabama em Tuscaloosa pelo Iron Bowl. É praticamente impossível prever como o time se sairá dessa série, que até inclui mais times fracos na tabela do que USC, mas com rivais internos muito mais fortes, casos que também se aplicam abaixo.

3. Ole Miss Rebels

Desempenho geral dos seus adversários em 2015: 102-52 (66,2% de aproveitamento)

Assim como Auburn, os Rebels, comandados por Hugh Freeze, possuem um grande confronto contra um poderoso programa da ACC na estreia: a equipe pega Florida State em campo neutro. Depois, faz quatro jogos seguidos em casa, com adversários de níveis diferentes: de Wofford, da FCS, para a campeã nacional Alabama, passando por Georgia e pela tentativa de vingança da derrota de 2015 contra Memphis. Em seguida, pega Arkansas e LSU fora, antes de receber Auburn e Georgia Southern. Volta à estrada para pegar Texas A&M e Vanderbilt, única equipe da FBS que enfrenta que ficou de fora da Bowl Season em 2015, e encerra o ano recebendo Mississippi State no Egg Bowl. Mesmo com todo o peso do calendário, os Rebels são um dos favoritos ao título da SEC e devem vencer ao menos 10 jogos.

2. Arkansas Razorbacks

Desempenho geral dos seus adversários em 2015: 104-52 (66,7% de aproveitamento)

Arkansas não estreia contra uma potência do Power Five na estreia: isso só acontece na Semana 2, quando joga fora contra TCU. Antes disso, recebe Louisiana Tech. As cinco partidas seguintes são em casa ou em campo neutro: Texas State em casa, Texas A&M em campo neutro, Alcorn State em seu jogo anual em Little Rock (Arkansas é de Fayeteville), Alabama e Ole Miss, seus adversários mais fortes, em casa. Joga na semana seguinte fora contra Auburn para depois fazer mais dois jogos em casa contra Florida e LSU. Finalmente encerra o ano em dois jogos fora: contra Mississippi State e Missouri. Em um cenário desses, oito vitórias está de bom tamanho para um programa em reconstrução.

1. LSU Tigers

Desempenho geral dos seus adversários em 2015: 108-52 (67,5% de aproveitamento)

E a tabela mais difícil desta temporada fica por conta da tradicionalíssima LSU. Porém, os números de certa forma podem parecer um pouco inflados: Jacksonville State terminou 13-2 na FCS no ano passado e mesmo assim seu recorde conta no ranking. Além disso, Wisconsin venceu 10 jogos em 2015, mas possuía um calendário muito fraco. Dos times da FBS, só Missouri e South Alabama dos seus adversários não foram para a Bowl Season.

LSU estreia fora contra Wisconsin no Lambeau Field (embora seja campo neutro, o jogo é no estado de Wisconsin), onde deve ganhar. Depois, recebe Jacksonville State antes de abrir seu calendário dentro da SEC contra Mississippi State em casa. Em seguida, visita Auburn e recebe Missouri. Visita Florida em seu confronto anual contra eles antes de dar uma pausa no calendário da conferência e receber Southern Miss. Retorna ao calendário da SEC com dois jogos importantes em casa contra Ole Miss e, sobretudo, Alabama. Nos três jogos finais, visita Arkansas, recebe a fraca South Alabama e termina o ano jogando fora de casa o clássico contra Texas A&M. Os Tigers são fortes candidatos a título nacional e devem vencer cerca de 11 jogos, a não ser que sofram algum upset.

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felipem

Estudante de jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria e criador do College Football Brasil. Imparcialidade não existe, College Football é melhor que NFL e apaixonado por esportes. Torcedor da Universidade de Tennessee.