O melhor e o pior da Semana 9: PAC-12

O melhor e o pior da Semana 9: PAC-12

Finalizada a semana 9, tivemos alteração na liderança de uma das divisões da Pac-12. Stanford seria, no momento, a representante do norte na grande final que ocorre no Levi’s Stadium dia primeiro de dezembro. Atualmente, sua rival seria USC, reeditando o jogo de 2015. Na ocasião, a vitória ficou com o Cardinal. Vale ressaltar que desde que foi adotado o modelo atual de duas divisões, ninguém apareceu mais na final do que Stanford, com 3 aparições, vencendo todas. Aliás, no melhor estilo guerra da secessão, o norte domina a rivalidade, não dando chances ao sul. Nos seis confrontos desde 2011, os nortistas nunca perderam.

O MELHOR: Arizona contra a sina de entrar no ranking.

Tanto o Oregon Ducks, como o Utah Utes já habitaram esse lugar obscuro entre o #20 e o #25 da AP Poll. Para ambos foi um mau sinal – nenhum dos dois conseguiu se manter ou continuar a ascensão. O único que quebrou o paradigma foi Stanford, que após até mesmo sair do ranking voltou e voltou com tudo – mesmo quase perdendo para o patinho feio, Oregon State, nessa semana.

Pois bem, o Arizona Wildcats, ranqueado pela primeira vez nesse ano, como #23, vê toda a sua esperança depositada em um nome que é bem “a cara” do College. O quarterback Khalil Tate foi eleito pela terceira semana seguida como jogador ofensivo da rodada. Ele, que começou a temporada como segunda opção na sua posição, é hoje semifinalista do Maxwell Award, o prêmio dado ao melhor jogador de ataque do college.

Seus números são realmente notórios. São 840 jardas corridas no mês de outubro: ninguém correu mais nesse mês nos últimos 10 anos. E ele é quaterback! Nessa última semana, Tate completou apenas 10 passes dos 17 que tentou, mas foram 275 jardas e dois touchdowns com uma interceptação. Além dos números sólidos lançandos, mesmo que pouco, ainda tem sua especialidade: a corrida. Os Cougars foram punidos por ele 13 vezes para 146 jardas e um touchdown. Ficou a apenas seis de bater o running back J.J Taylor e ser o principal corredor da equipe.

Jamie Nunley, tight end calouro, também merece destaque. Foram apenas duas recepções, mas 116 jardas e um touchdown.

O PIOR: Hello darkness, my old friend.

Depois de empolgarem de todas as maneiras possíveis – menos no jogo corrido – parece que o Washington State Cougars voltou a ser… Washington State Cougars. A janela para erros era microscópica e agora resta aguardar um milagre para manter viva a chance de playoffs.

Não podemos deixar de comentar a ida de Luke Falk para o banco sem nenhuma lesão aparente. Ao que tudo indica, foi opção do treinador após um mês de outubro no mínimo irregular. Quando saiu do jogo, Falk tinha 13 passes completos de 23 tentados e um touchdown. Ainda que não fosse nada espetacular, também não são números assustadores. Fato é que Tyler Hilisnki entrou e lançou 61 bolas. Ou seja, no total, foram 84 passes tentados. Oitenta e quatro. E 17 corridas.

O placar desfavorável por 58 a 37 pode fazer parecer que os passes eram indispensáveis para correr atrás do placar. Mas a verdade é que, ao início do último quarto, a diferença era de apenas dez pontos. Ainda que Hilinski tenha completado 45 passes de 61 para 509 jardas e dois touchdowns, também houveram quatro interceptações que comprometeram sua atuação. Ele correu para outros dois touchdowns.

A bem da verdade, acredito que o jogo não foi decidido antes do último quarto apenas por culpa da defesa de Arizona, que mesmo sendo tão punida pelo jogo aéreo não conseguia impedi-lo. Mesmo com as quatro interceptações, permitiu muitos passes completos evitáveis e poderia ter matado o jogo antes.

Verde é de esperança, né?

Parece que nem tudo está perdido no Oregon. Bom, ao menos não para um dos lados. Depois da contusão de seu quarterback titular, a equipe viu sua unidade ofensiva que já apresentava problemas colapsar e se tornar extremamente dependente do running back Royce Freeman. Não que antes não fosse, mas o camisa 21 passou a receber bola em quase todos os snaps e quando não o fazia, via seu quarterback cometer atrocidades futebolísticas.

Nessa semana, mais uma vez ele foi bastante acionado, com 20 carregadas para 139 jardas, mas acabou não pontuando. Freeman já passou das 100 jardas seis vezes esse ano, e ainda que não tenha consigo emplacar o quinto jogo seguido com touchdowns, segue buscando o recorde de mais touchdowns por Oregon.

O grande trunfo ofensivo dos Ducks na partida foi a tão sumida solidez. Foram apenas 13 passes tentados, mais uma vez um número pequeno, entretanto, contra Utah, foram 10 completos para dois touchdowns. O jogo corrido fez o que já vinha fazendo e emplacou> foram 347 jardas. Oito recebedores diferentes receberam os 10 passes completos.

Oregon agora está 2-4 dentro da conferência e ainda parece distante de sonhar com qualquer coisa diferente da Bowl Season esse ano, mas para um programa do seu calibre é bom já ir arrumando a casa.

A MELHOR JOGADA:

Tudo bem que eles perderam o jogo e que faltou um certo gingado latino nos cortes, o que fez o recebedor mais parecer um boneco de Olinda. Mas ainda assim, os dois defensores caíram na malemolência e o touchdown foi bem interessante.

Chovendo no molhado, adivinha quem foi o melhor jogador ofensivo da conferência na semana?

RESULTADOS DA PAC-12 NA SEMANA 9:

#20 Stanford Cardinal 15 at 14 Oregon State Beavers

California Golden Bears 28 at 44 Colorado Buffaloes

UCLA Bruins 23 at 44 #12 Washington Huskies

Utah Utes 20 at 41 Oregon Ducks

#15 Washington State Cougars 37 at 58 Arizona Wildcats

#21 USC Trojans 48 at 17 Arizona State Sun Devils

JOGOS DA PAC-12 NA SEMANA 10:

Sexta-feira (3/11)

23:30: UCLA Bruins at Utah Utes

Sábado (4/11)

17:30 #18 Stanford Cardinal at #25 Washington State Cougars

19:00 Oregon State Beavers at California Golden Bears

23:00: Colorado Buffaloes at Arizona State Sun Devils

00:00: Oregon Ducks at #12 Washington Huskies

00:45: #23 Arizona Wildcats at #17 USC Trojans

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sergio-magalhaes

Estudante de Engenharia, apaixonado por esportes universitários, suas histórias e bastidores. Tentando relacionar geopolítica e aspectos econômicos com o esporte, ou apenas me emocionando com ele. Clubista quando se trata da LSU. Geaux Tigers!