O melhor e o pior da semana 9: Big 12

O melhor e o pior da semana 9: Big 12

Adeus, 2016. Você não foi muito bom enquanto durou.

A temporada praticamente chegou ao seu fim para a Big 12 com as derrotas de Baylor e West Virginia frente a times que nem sequer eram ranqueados no último sábado. Texas e Oklahoma State, respectivamente, cometeram os crimes. Se pelo menos existisse uma final de conferência, ainda poderia ser dito que alguém teria chances reais de beliscar a quarta vaga nos playoffs. Mas como a volta do championship game ficou para 2017, nesse ano só resta torcer por uma hecatombe com quase todo mundo que segue bem nos rankings.

No bingo da Big 12, a cartela ficou um pouco longe de ser preenchida: teve derrota de Kansas, que é a categoria que nunca falha, e teve virada nos últimos segundos. Mas nenhum quarterback passou das 400 jardas, Texas Tech incrivelmente não cedeu mais de 40 pontos e, sobre tiroteio… eu não acho que 35 a 34 é um tiroteio para os padrões da conferência, vocês acham?

O melhor: Oklahoma faz sua parte e atropela Kansas

Quando um time ranqueado joga dentro de cada contra um saco de pancadas absoluto, a expectativa é de massacre. Os Sooners não tiveram dó e nem qualquer tipo de problemas para cumpri-la e aplicaram um vigoroso 56 a 3 sobre a pobre coitada que é Kansas.

Logo no começo da partida, Dede Westbrook continuou realizando sua mágica, mas dessa vez não foi com recepção, mas sim retornando um punt para touchdown. Ainda assim, no decorrer da partida ele conseguiria entrar na endzone após um passe de Baker Mayfield. Em um dia sem muita necessidade de suar a camisa, o ataque de Oklahoma pôde ir descansar antes e deixar os reservas terminarem o passeio. Westbrook, em tempo limitado, conseguiu novamente passar das 100 jardas recebidas.

A vitória contou com touchdowns ofensivos, um de special teams e um defensivo. Aliás, a pick-six de Jordan Evans foi algo totalmente espetacular.

Do lado de Kansas, quase nada digno de destaque. Os Jayhawks alcançaram menos de 200 jardas totais, com média 3,3 jardas por tentativa de passe e 1,8 por tentativa de corrida. Um desastre.

Texas Tech tem melhor performance defensiva do ano e vence TCU na prorrogação

Um quarterback que consegue ir para o banco enfrentando Texas Tech está em maus lençóis. Foi o que aconteceu com Kenny Hill, que provavelmente viu sua titularidade nos Horned Frogs chegar ao fim após completar apenas 16 de 29 passes para 160 jardas e uma interceptação no último sábado, na derrota por 27 a 24. O sophomore Foster Sawyer o substituiu.

Foram só 17 pontos para cada equipe no tempo normal, o que é extremamente atípico para os Red Raiders. Turnovers foram um problema, mas faltou ritmo e inspiração. Mesmo Patrick Mahomes, vindo de sua performance histórica de mais de 700 jardas, sofreu para alcançar as 200.

Texas Tech chutou um field goal no último período para levar o duelo à prorrogação e, nela, conseguiu o triunfo. Sawyer fez um lançamento espetacular para touchdown que não foi o suficiente. Destaque positivo para o linebacker Travin Howard, com absurdos 19 tackles. Destaque negativo para o kicker Brandon Hatfield, que errou três field goals e custou a vitória aos Sapos Chifrudos.

O pior: Adeus, invencibilidade – Episódio West Virginia.

Os Mountaineers estarem invictos após seis semanas era uma surpresa e, de certa forma, a confiança neles nunca foi muito alta. Só que o hype foi sendo criado rodada após rodada, e dando a ilusão de que eles poderiam sim ir longe. Principalmente após a vitória sobre TCU no sábado anterior a esse confronto contra Oklahoma State.

Até que o começo da partida foi equilibrado, com field goals sendo trocados e West Virginia marcando o primeiro touchdown para abrir 10 a 6. Só que as coisas começaram a ruir após uma interceptação de Skyler Howard (que foi culpa do wide receiver, na verdade), e os Cowboys não olharam mais para trás. Com Mason Rudolph sendo bastante sólido, constantemente encontrando James Washington e a defesa pressionando vorazmente Howard, o placar final de 37 a 20 foi construído até sem maiores complicações.

No último período, até que os visitantes conseguiram encostar no placar – a diferença caiu para sete pontos. Quando o comeback parecia ser possível, nova interceptação lançada por Howard, dessa vez sim totalmente por sua culpa. Os donos da casa aproveitaram e fecharam o caixão com novos pontos. Não só o caixão de West Virginia, mas talvez das chances de playoffs da conferência.

Adeus, invencibilidade – Episódio Baylor.

Se a derrota de West Virginia para Oklahoma State poderia ser prevista, a de Baylor para Texas era bem mais inesperada. Os Bears não só vinham convencendo mais que os Mountaineers, mas também enfrentavam Texas, um adversário que, após duas semanas iniciais de empolgação, tinha se tornado um aglomerado de problemas, sobretudo na defesa.

O roteiro pareceu que seria seguido quando, com menos de um minuto de jogo, o quarterback Seth Russell abriu o placar com uma corrida de 50 jardas. Mas os Longhorns responderam rápido e o primeiro quarto acabou com placar de 14 a 14, dando a impressão de que na verdade veríamos um tiroteio.

Só que as defesas se acertaram um pouco, pelo menos na redzone. O ritmo diminuiu um pouco e períodos de dominância dos dois times se alternaram. Primeiro, foi Texas que conseguiu abrir uma vantagem de nove pontos, depois foi a vez de Baylor virar e abrir oito. Um field goal com o cronômetro zerado deu a vitória aos Longhorns por 35 a 34.

Dois jogadores foram responsáveis por esse upset: O running back D’onta Foreman, que correu para absurdas 250 jardas em 32 tentativas, e o linebacker Malik Jefferson, sempre o ponto brilhante dessa defesa, que anotou dez tackles, sendo 2 para perda de jardas, e 2,5 sacks.

Kansas State vence Iowa State no jogo esquecido

Com tantos outros duelos mais importantes acontecendo, ninguém deu muita atenção Iowa State x Kansas State, confronto entre dois dos times que não vem sendo muito relevantes na conferência nessa temporada. Os Wildcats levaram a melhor por 31 a 26, apesar do jogo ter sido bem mais fácil que o placar indica: no início do terceiro quarto, a diferença era de 26 pontos.

As duas equipes conseguiram ser eficientes pelo chão: 5 jardas por carregada para os Cyclones, 5,7 para os Wildcats. O que definiu o resultado foi o aproveitamento melhor de Jesse Ertz em relação ao duo Jacob Park e Joel Lanning, que só pegou fogo no garbage time, quando o resultado não poderia mais ser alcançado.

Jogador da semana: Malik Jefferson, LB, Texas.

jefferson

Existiram alguns outros bons candidatos, mas Jackson foi um pesadelo para a linha ofensiva de Baylor e conseguiu constante penetração no backfield. O sophomore derrubou duas vezes Seth Russell e poderia ter conseguido números ainda mais impressionantes. Jefferson vinha abaixo de seu potencial surreal em 2016 e os torcedores dos Longhorns esperam que ele consiga se manter nesse nível.

Jogada da semana:

Jordan Evans intercepta o passe e começa a correr para o lado errado. Que isso, cara? Mas aí ele volta, quebra diversos tackles e, de repente, temos uma pick-6.

Resultados dos times da Big 12 na semana 9:

Texas Longhorns 35-34 #8 Baylor Bears
Oklahoma State Cowboys 37-20 #10 West Virginia Mountaineers
#16 Oklahoma Sooners 56-3 Kansas Jayhawks
Iowa State Cyclones 26-31 Kansas State Wildcats
TCU Horned Frogs 24-27 Texas Tech Red Raiders

Jogos dos times da Big 12 na semana 10:

Quinta-feira, 3 de novembro:

21h 30 Iowa State Cyclones – #12 Oklahoma Sooners

Sábado, 5 de novembro:

14h Texas Tech Red Raiders – Texas Longhorns
17h 30 #13 Baylor Bears – TCU Horned Frogs
17h 30 Kansas State Wildcats – #22 Oklahoma State Cowboys
21h #14 West Virginia Mountaineers – Kansas Jayhawks

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carlosmassari

Carlos Massari é graduado em Comunicação Social - Midialogia pela Unicamp e atualmente faz pós-graduação em Jornalismo Esportivo. É viciado em todos os tipos de esportes. Cinema, cervejas e viagens também o fazem feliz.