O melhor e o pior da semana 7: Big 12

O melhor e o pior da semana 7: Big 12

Na semana passada, criei o bingo da Big 12 e ele foi completado com pleno sucesso. Infelizmente para a minha carreira como inventor de jogos para idosos, a história não se repetiu.

Das cinco categorias que eu propus, apenas duas foram preenchidas: Kansas perdeu, é claro, e Texas Tech cedeu mais de 40 pontos. Todas as outras não se concretizaram, mas isso pode ser explicado pelo fato de todas as partidas terem acabado em lavadas. Óbvio que assim é impossível que tenha rolado uma virada nos últimos minutos e um tiroteio, e com o time vencedor querendo apenas queimar cronômetro, nenhum quarterback superou a marca de 400 jardas.

Se você é um fã da conferência, a boa notícia é que Baylor e West Virginia continuam invictos e correndo como fortes candidatos para o título nacional.

O melhor: West Virginia mostra que é de verdade e massacra Texas Tech fora de casa

Eu esperava que os Mountaineers fossem vencer essa partida, mas não de forma tão retumbante. Tinha cara de um dos típicos duelos de Texas Tech: pontos sendo marcados na velocidade da luz, viradas, jogadas explosivas que nunca acabam. Só que não. A defesa de West Virginia parou quase que completamente o poderoso ataque dos Red Raiders.

Os visitantes tiveram quase o dobro de jardas – 650 a 379, e não cometeram nenhum turnover. Skyler Howard, o quarterback com nome de esposa do Walter White, completou 21 de 31 passes para 318 jardas e um touchdown, enquanto Patrick Mahomes, que normalmente posta números estelares, foi mantido bem quieto pela unidade defensiva montanheira, que conseguiu quatro sacks e uma interceptação.

No intervalo, o placar já era de 24 a 7, mostrando que seria difícil que os Red Raiders ameaçassem a invencibilidade de West Virginia. No fim, vitória por 48 a 17 para os visitantes, que tiveram sua exibição mais convincente da temporada que, até aqui, é perfeita.

Baylor faz sua parte e atropela Kansas sem sustos

baylor-kansas

Qualquer equipe da Big 12 que pretende vencer a conferência ou chegar aos playoffs precisa passar por Kansas sem qualquer dificuldade. Os Jayhawks são mais uma vez um saco de pancadas completamente incapaz. Baylor, tentando entrar no top 10, fez o que deveria fazer.

O resultado final de 49 a 7 mostra exatamente o que a partida foi: unilateral, disputada entre um dos dez melhores e um dos dez piores do país. O ataque dos Bears nem precisou produzir muito – Seth Russell completou apenas nove passes para 144 jardas e os running backs dividiram de forma bem equilibrada 49 carregadas para 246 jardas e quatro touchdowns. Mas foi a defesa que garantiu que nenhum susto seria produzido, conseguindo quatro interceptações e deixando o ataque terrestre dos Jayhawks com mísera 1,7 jarda por tentativa.

Vale o destaque negativo para o quarterback de Kansas, Ryan Willis. Se desconsideramos a estreia, contra o paupérrimo time de Rhode Island (1-6 na FCS), ele tem apenas um touchdown e sete interceptações em 2016.

Ainda parece melhor que o Ryan Fitzpatrick.

Conexão Mayfield-Westbrook é implacável

Também era difícil de imaginar que Oklahoma fosse sofrer para vencer Kansas State dentro de casa. De fato, foi uma tarde tranquila em Norman e a vitória por 38 a 17 foi construída já no primeiro quarto.

O que podemos destacar nesse jogo, então? A conexão entre o quarterback Baker Mayfield e o wide receiver Dede Westbrook. Ninguém pode parar esses dois. Eles são incríveis – pelo menos contra as combalidas secundárias da Big 12.

Dessa vez, eles conectaram 9 vezes para 184 jardas e 2 touchdowns.

O engraçado é que a fórmula só parece funcionar contra equipes da Big 12: em 3 partidas contra rivais de dentro da conferência, são 26 conexões, 574 jardas e 7 touchdowns, mas em também três cotejos contra adversários de fora dela, apenas 17 passes completados, 154 jardas e nenhuma – isso mesmo, nenhuma – entrada na endzone.

O pior: Iowa State só consegue dois field goals contra a porosa defesa de Texas

Durante cinco partidas, quem enfrentou a defesa de Texas fez a festa. Muitas jardas, muitos buracos na secundária, muitos pontos, muitas celebrações na endzone. Aparentemente, Iowa State não recebeu o manual de instruções da defesa dos Longhorns.

O que realmente impediu a farra foi o pass rush de Texas: oito sacks. 2,5 deles vieram do linebacker Nashon Hughes, que tinha apenas um em toda a temporada até então. Joel Lanning mal tinha tempo para respirar, mas ainda conseguiu completar alguns bons passes e terminar com números não tão reprováveis. Só que pelo chão nada deu certo também (2,3 jardas por carregada), e os Cyclones terminaram o sábado sem saber como é uma dancinha de touchdown.

Shane Buechele e seus amiguinhos do ataque chifrudo precisaram ser eficientes, mas não espetaculares, para conseguirem a vitória por 27 a 6.

Jogador da semana: Dede Westbrook, WR, Oklahoma

NCAA Football: Kansas State at Oklahoma

Westbrook vence o prêmio pela segunda semana consecutiva e desafia as demais secundárias da conferência a pará-lo. Como já disse anteriormente, dessa vez foram nove recepções, 184 jardas e três touchdowns. Se ele continuar assim, pode aparecer na briga pelo Heisman em breve.

Jogada da semana:

Tricky play! Tricky play! Tricky play! Nós as amamos, então fiquem com o running back de Oklahoma Joe Mixon lançando esse touchdown. Pra quem? Pra Dede Westbrook, é claro.

Resultados dos times da Big 12 na semana 7:

#11 Baylor Bears 49 x 7 Kansas Jayhawks
#19 Oklahoma Sooners 38 x 17 Kansas State Wildcats
Texas Tech Red Raiders 17 x 48 #20 West Virginia Mountaineers
Texas Longhorns 27 x 6 Iowa State Cyclones

Oklahoma State e TCU folgaram na rodada.

Jogos dos times da Big 12 na semana 8:

Todas as partidas acontecem no sábado (22/10)

14h Kansas Jayhawks x Oklahoma State Cowboys
14h Kansas State Wildcats x Texas Longhorns
17h 30 #12 West Virginia Mountaineers x TCU Horned Frogs
22h Texas Tech Red Raiders x #16 Oklahoma Sooners

Baylor e Iowa State folgam na rodada.

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carlosmassari

Carlos Massari é graduado em Comunicação Social - Midialogia pela Unicamp e atualmente faz pós-graduação em Jornalismo Esportivo. É viciado em todos os tipos de esportes. Cinema, cervejas e viagens também o fazem feliz.