[PREVIEW] Semana 0 do College Football

Thearon W. Henderson/Getty Images

Chegou o dia, chegou a hora. Depois de mais de 8 meses de espera, a bola volta a voar pelo College Football. Tudo bem, não é o fim de semana que todos esperam e a controvérsia sobre como chamar esta semana varia. A ESPN americana considera como Semana 1 a próxima, que contará com os jogos realmente “pra valer”, ainda que estes jogos também valham algo. Por isso, chamaremos este sábado de “Semana 0”, apesar de ela ser a Semana 1 mesmo.

Todos os jogos abaixo estão no horário de Brasília.

Transmissões pela TV brasileira

Nenhum jogo desta semana será transmitido pela TV. Apenas o jogo entre Stanford e Rice terá transmissão no Watch ESPN.

Jogos deste sábado

15h30: Colorado State vs. Oregon State

Colorado State Stadium, a nova casa dos Rams que será inaugurada neste sábado. Foto: Cris Tiller/Loveland Reporter-Herald

No jogo que abre a temporada da FBS, Colorado State recebe Oregon State, numa partida que promete ser equilibrada. Os Rams, sob o comando de Mike Bobo, contam com algumas peças interessantes, enquanto os Beavers querem iniciar a temporada sem tropeços.

A partida também será a da inauguração do Colorado State Stadium, o novo estádio dos Rams que tem capacidade para 41 mil pessoas.

16 horas: BYU vs. Portland State (FCS)

Em um tradicional jogo paycheck (o time maior paga pra pegar um time mais fraco e vencer), as equipes estreiam na temporada neste sábado com um claríssimo favoritismo dos Cougars. Qualquer coisa além disso será upset.

19 horas: UMass vs. Hawai’i

As equipes já se enfrentaram no ano passado, com vitória dos havaianos para assegurar a ida à Bowl Season. Em tese, são favoritos a vencer. O que complica é o inevitável desgaste, já que este este deslocamento é o maior da história para se disputar um jogo doméstico: são 8,1 mil km entre Manoa e Boston.

20h30: San Jose State vs. #19 South Florida

Primeiro time ranqueado a entrar em campo, South Florida visita a cambaleante equipe de San Jose State em busca da primeira vitória na temporada. Liderados pelo quarterback Quinton Flowers e pelo ex-treinador de Texas, Charlie Strong, os Bulls sonham alto: conquistar seu primeiro título de conferência da história e ir para um dos seis principais Bowls. É franca favorita para a partida.

Horário: 23 horas (Horário de Brasília)
Local: Allianz Stadium, Sydney, Austrália
Cotação: Stanford é favorita por 31 pontos

A temporada regular de 2017 vai começar da mesma forma que acabou em 2016 para Stanford e Rice. As equipes se enfrentaram no dia 26 de novembro do ano passado, no último jogo do calendário regular e o Cardinal saiu vitorioso por 41-17 jogando em seus domínios. O novo encontro será jogado do outro lado do planeta, na Austrália. Essa deverá ser a única novidade em relação ao ano passado, já que Stanford segue sendo amplamente favorita a vencer o duelo.

Os times tem objetivos completamente diferentes, Rice vai à Austrália tentando não reviver o pesadelo foi a partida de 2016, enquanto Stanford vai para buscar uma vitória convincente e ganhar confiança para o restante da temporada.

O que esperar de cada equipe

Rice: A campanha de 3-9 em 2016 serve como exemplo do que não fazer em 2017. Os Owls virão com um ataque em reformulação, que será liderado pelos running backs juniors Austin Walter e Samuel Stewart que juntos acumularam apenas 7 TDs na última temporada. A vaga de quarterback será ocupada pelo calouro Sam Galesmann, que venceu a briga pela posição nos spring trainnings. Uma notícia boa para o torcedor dos Owls é que a linha ofensiva não perdeu nenhum jogador do ano passado e poderá oferecer uma pouco mais de segurança (ou menos insegurança) para o QB novato.

A defesa de Rice foi uma verdadeira tragédia em 2016. Cedeu uma média de 504,5 por jogo ao seu oponente além de 37,3 pontos. Para melhorar esses números, os Owls jogarão com uma defesa 3-4, buscando dar maior volume de jogo para o bom linebacker Emmanuel Ellerbe. É provável que veremos uma defesa melhor, mas longe do ideal.

Para essa partida, é extremamente importante que Rice consiga deixar o ataque de Stanford fora de campo, sendo agressiva e forçando terceiras descidas longas. Quanto menos tempo Stanford ficar com a bola, menos chance de pontuar e aplicar mais um massacre.

#14 Stanford: Existe vida após perder Christian McCaffrey e Solomon Thomas? A temporada de Stanford será pautada nesse questionamento. O Cardinal precisará suprir a falta de um RB que produzia em média 6,3 jardas por corrida e de um defensive tackle que teve 8,5 sacks em 2016. O head coach David Shaw terá um trabalho difícil de encontrar novos talentos e playmakers para essa equipe.

No ataque, o QB senior Keller Chryst começará de titular. Chryst assumiu esse papel na semana 8 da temporada passada e conseguiu bons números (905 jardas e 10 TDs), o que lhe garantiu a vaga para 2017. O jogo terrestre não será tão explosivo quanto foi com McCaffrey mas contará com o RB Bryce Love que, como backup em 2016, conseguiu anotar 3 TDs. A linha ofensiva terá quatro titulares remanescentes que auxiliarão nos gaps para as corridas de Love – que deve anotar muitos pontos essa semana.

A defesa do Cardinal figurou no top 20 das melhores do país, cedendo apenas 20,4 pontos por jogo, em 2016. A perda de Solomon Thomas será pouco sentida se o DT Harrisson Phillips assumir o papel de protagonista. Tudo indica que o ataque de Rice será uma presa fácil para a secundária de Stanford. O setor tem ótimos jogadores como Justin Reid e Quenton Meeks e poderá ser um grande fator a favor do Cardinal não só na primeira semana, como em toda temporada.

Palpite do escritor

É difícil pensar em um outro resultado a não ser uma vitória tranquila de Stanford. O Cardinal é superior em todas as unidades e deve ganhar muitas jardas principalmente pelo chão. O resultado pode ser bem parecido com os 41-17 da última temporada em um jogo bastante similar também, com Stanford abrindo uma boa vantagem no início e administrando o relógio.

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henriqueferreira

Henrique Ferreira tem 19 anos e é estudante de Jornalismo da ESPM-RJ. Tem paixão pelos esportes americanos, principalmente pelo football. Começou a acompanhar o College Football no ano de 2014 depois de assistir uma partida de UCF em Orlando e ficar encantado com a atmosfera do jogo. É torcedor de Florida State Seminoles.