Clemson e Alabama produzem trilogia no playoff em busca de vaga na final nacional

Clemson e Alabama produzem trilogia no playoff em busca de vaga na final nacional

Horário: 23h45 (Horário de Brasília)
Local: Mercedes-Benz Superdome Stadium, New Orleans, Louisiana
Cotação: Alabama é favorita por 3 pontos
Transmissão: ESPN
Histórico: Alabama lidera a série por 13-4

Em 2016 e 2017 (pelas temporadas de 2015 e 2016), Alabama e Clemson se encontraram na final do College Football e protagonizaram duas excelentes partidas. Cada equipe saiu vitoriosa uma vez em dois surpreendentes tiroteios que aconteceram mesmo com a tradicional forte defesa de Nick Saban.

Desta vez, muita coisa estará diferente. Com a derrota no Iron Bowl, Alabama não foi à final da SEC, o que vez com que ficasse ranqueada apenas na quarta posição do comitê dos playoffs (isso com muita polêmica, mas concordamos com a decisão) e forçasse o confronto já nas semifinais. Do outro lado, o ataque extremamente poderoso dos Tigers perdeu suas principais peças, com o quarterback DeShaun Watson, o wide receiver Mike Williams e o running back Wayne Gallman indo para a NFL.

Só que também há o que não muda: a defesa de Alabama continua sendo a melhor da FBS e é recheada de atletas muito talentosos. A unidade ficou ranqueada em segundo lugar tanto contra a corrida (2,8 jardas cedidas por tentativa, atrás de Washington) como contra o passe (rating médio permitido de 98,3, atrás de Wisconsin). O elenco defensivo possui dois All-Americans: o linebacker Rashaan Evans e o safety Minkah Fitzpatrick.

Kelly Bryant, substituto de Watson como quarterback de Clemson, até fez um bom primeiro ano, mas longe do nível de seu antecessor. Foram 67,4% dos passes completados, 7,4 jardas por tentativa, 13 touchdowns e 6 interceptações. Ele foi efetivo também pelo chão, entrando na endzone onze vezes com as próprias pernas. O jogo terrestre dos Tigers é bastante dividido entre o próprio quarterback, Travis Etienne e Tavien Frazier, todos com pelo menos 600 jardas corridas.

Se Alabama leva vantagem no confronto de sua defesa contra o ataque de Clemson, não podemos dizer o mesmo quando invertemos a situação. Os Tigers podem gerar intensa pressão nos quarterbacks rivais e lideraram a FBS com 44 sacks. O combo de Austin Bryant, Clelin Ferrell e Christian Wilkins na linha defensiva é absolutamente mortal e costuma destruir as linhas ofensivas que estão entre ele e os possuidores da posse da bola.

O que o ataque do Crimson Tide faz muito bem é cuidar da bola. Foram apenas duas interceptações lançadas em 2017, uma por Jalen Hurts e outra pelo backup Tua Tagovailoa. Em sua temporada de sophomore, Hurts evoluiu bastante, mas ainda passa longe de ser um grande quarterback para o College. Ele é muito melhor correndo com a bola, formando um trio de alto nível com Damien Harris e Bo Scarbough.

Palpite

Para vencer Alabama, é necessário ter um ataque de elite e uma defesa acima da média. Clemson tinha os dois em 2016 e por isso conseguiu ficar com o título nacional. As perdas de nomes como Watson, Williams e Gallman, porém, geram uma queda de qualidade muito grande na unidade ofensiva dos Tigers e deve fazer com que a defesa de Nick Saban deite e role na partida. Por mais que a defesa de Clemson também tenha vantagem contra o ataque de Alabama, dessa vez o Crimson Tide deve levar a melhor e avançar para a final nacional.

Foto: Sports Illustrated

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carlosmassari

Carlos Massari é graduado em Comunicação Social - Midialogia pela Unicamp e atualmente faz pós-graduação em Jornalismo Esportivo. É viciado em todos os tipos de esportes. Cinema, cervejas e viagens também o fazem feliz.